POR TODAS AS MULHERES from Universidade Livre Feminista on Vimeo.
LEIA MAIS: -retirado da Universidade Livre Feminista: "BRASIL (2010) - [VERSÃO COMPLETA] O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) produziu este vídeo para mobilizar as mulheres brasileiras à defesa dos direitos de todas as mulheres em escolher se devem ou não levar adiante uma gravidez indesejada. Essa campanha tem por objetivo defender a autonomia das mulheres e evitar as centenas de mortes provocadas por abortos inseguros no país. Setores ultra-conservadores, a direita e fundamentalistas cristãos (igreja católica e outras) estão intervindo no Congresso Nacional para criar leis que obriguem as mulheres a concluirem qualquer tipo de gravidez, motivada por estupro, que possa provocar a morte da mulher, de anencéfalo etc. Para tanto, chegam a propor até o pagamento em dinheiro para a mulher vítima de estupro que leve ao fim a gravidez. Essa proposta absurda tem sido chamada pelos movimentos feministas de BOLSA ESTUPRO. Os debates no Congresso Nacional, monopolizados, por esses grupos extremistas, mostram o quão violento e dominador é o machismo e o fundamentalismo religioso. É importante mobilizar as mulheres. Mobilizadas e conscientes de seus direitos, podem produzir mudanças políticas e legais no país. Mais informações podem ser obtidas no site criado pelo Cfemea para essa campanha: portodasnos.blogspot.com Este vídeo foi produzido em agosto de 2010 pela ILLUMINATTI - illuminatifilmes.com com o patrocínio da HEINRICH BÖLL STIFTUNG e com o apoio de -Safe Abortion Action Fund -Ford Foundation -WHC Agradecimentos ao -Fórum de Mulheres Negras do Distrito Federal -Associação Lésbica de Brasília (Coturno de Vênus) -Fórum de Mulheres do Distrito Federal CFEMEA - 2010 - Brasil - cfemea.org.br"quarta-feira, 21 de setembro de 2011
NÃO SACANEIEM COM MEU CORPO: DIGO NÃO À BOLSA ESTUPRO
sábado, 7 de março de 2009
Aborto e Justiça: "o resto, é opinião da Igreja"
Uma garota de 9 anos que era constantemente estuprada pelo padrasto, engravidou. O padrasto foi denunciado. Conforme a lei no Brasil, somente tem direito a fazer o aborto mulheres VÍTIMAS de estupro ou no caso de risco de vida para a gestante.
Logo, a menina teria direito de fazer um aborto, pois se enquadrava em ambos os casos.
O aborto foi feito.
A Igreja Católica, claro, precisou além de comentar, ainda excomungar a equipe médica que fez o procedimento e a mãe da menina por ter permitido tal atrocidade! Acredita nisso??? O autor de tal façanha: Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife.
Fico com a declaração do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que considerou a excomunhão "lamentável" e afirmou "A lei brasileira é muito clara: a interrupção da gravidez é autorizada em caso de estupro ou em caso de risco de vida da gestante. O resto, é opinião da Igreja. Trata-se de uma criança e, do ponto de vista biológico, não acredito que ela tivesse condições de levar a termo essa gestação de gêmeos".
E, também, com as palavras de Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente: "Quero falar como cidadão: estou muito revoltado. Essa menina foi violentada, já teve um trauma grande. A Igreja, em vez de ajudar, criou uma questão a mais. É a criminalização da vítima.
Mas, a melhor mesmo foi a declaracão da diretora do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), Fátima Maia: "Graças a Deus estou no rol dos excomungados".
O mais interessante é que a Igreja ou o arcebispo nem por um momento pensou na Lei, na Constituição, na vítima, no que uma violência como o estupro pode gerar na vida adulta, na relação com o sexo e a sexualidade... Cada dia que passa sinto mais asco por algumas religiões...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Aborto: "eu já fiz!"
Há alguns meses discuti nessas páginas o tema aborto. Foi interessante perceber que muitas mulheres já haviam passado por um processo abortivo. O tema foi retomado pela revista Veja da semana de 24 de janeiro. A reportagem é, de certo modo, interessante pois imprimi falas de mulheres que abortaram, médicos que, além de aconselhar suas pacientes, ainda, cuidaram de sua saúde depois do aborto, a decisão do aborto, a Jurisprudência, um quadro apresentando a geografia do aborto e os países que já adotaram leis mais sensatas sobre o aborto!
Vale a pena ler!
Quem sabe não abre caminhos na sua cabeça pra repensar alguns valores, discursos e algumas ações.
*A reportagem: http://veja.abril.com.br/280109/p_068.shtml
*A geografia do aborto: http://veja.abril.com.br/280109/popup_especial.html
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Aborto: mostre o que você pensa!
Encontrei no blog da Márcia Tiburi um link interessante: "Católicas pelo direito de decidir". Na hora imaginei que seria interessante, pois me trazia a mente algo do tipo emancipatório. Quando me dei conta mais uma notícia interessante acerca do aborto. Decidi publicar texto na íntegra, publicado dia 24/09/2008, disponível em: http://catolicasonline.org.br/ExibicaoNoticia.aspx?cod=308. MANIFESTO CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES QUE PRATICAM ABORTO Em defesa dos direitos das mulheres
(para aderir: Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado - 1940 -, que criminaliza a mulher e quem a ajudar. Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura. Nós, sujeitos políticos, movimentos sociais, organizações políticas, lutadores e lutadoras sociais e pelos direitos humanos, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres. Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. Por uma política que reconheça a autonomia das mulheres e suas decisões sobre seu corpo e sexualidade. Pela defesa da democracia e do princípio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde! Por uma política que favoreça a mulheres e homens a adotarem um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, de concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito. Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto! Frente nacional pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto Redes Latino-Americanas Campanha 28 de Setembro pela Descriminalização do Aborto - Ponto Focal - Brasil Redes e Movimentos Nacionais ABRASCO - GT Gênero e Saúde Individuais PARA ADERIR AO MANIFESTO: NÃO ME OBRIGUE A SOFRER A anencefalia é uma má-formação incompatível com a vida. No Brasil, as mulheres grávidas de fetos com anencefalia são obrigadas a manter a gestação para enterrar o feto, instantes após o parto. Quase todos os países democráticos do mundo autorizam a interrupção da gestação de um feto com anencefalia. O Supremo Tribunal Federal decidirá se as mulheres poderão interromper a gestação em caso de anencefalia. Nos dias 26, 27 e 28 de agosto ocorrerão as audiências públicas de instrução da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental 54. O julgamento ocorrerá ainda em 2008. O pedido da ADPF 54 é pelo direito de evitar o sofrimento. Nenhuma mulher deve ser obrigada a interromper a gestação. Nenhuma mulher deve ser obrigada a manter a gestação de um feto que morrerá. |
domingo, 10 de agosto de 2008
Aborto: a decisão é de quem?

A decisão acerca do aborto é de quem? Do Estado? Da Religião? Da justiça? Do homem? Da muher?
Marcha Mundial da Mulheres; foto de Anderson Barbosa;
extraída de: http://www.flickr.com/photos/fotojornalistaandersonbarbosa/2899360628/
Li que a decisão é a da mulher. Afinal de contas é o corpo dela. Afinal de contas a responsabilidade maior é sempre dela. Os cuidados com a criança é mulher que DEVE ter. Então, a decisão cabe a ela!
Li também que a decisão é de todos os envolvidos sexualmente no fato, ou seja, o homem e a mulher. Afinal de contas, a concepção dependeu diretamente do espermatozóide e do óvulo.
Li outras coisas que envolviam o Estado, a Religião e a Jurisprudência. Estes, discutem coisas ligadas ao aspecto moral, religioso e político.
Conheço filhas de religiosos fervoros que admitem já ter feito um aborto, a mocinha que disse que foi fazer um intercâmbio nos Estados Unidos, mas, na realidade foi pra Argentina fazer um aborto e dar um tempo do ex-namorado que terminou com ela assim que soube do futuro reservado a ambos: serem pais!
Conheço a mocinha, filha do político boa praça na igreja nos finais de semana que também fez uma cirurgia as 2 da manhã e sangrou durante o dia seguinte inteiro, porque tinha que extrair de seu útero a sem-vergonhice do final de semana chuvoso em que os pais estavam viajando e ela tinha transado sem camisinha com o namorado.
Quem fez essas cirurgias? Tenho certeza que não foi um veterinário!
A decisão nos casos citados acima não foi apenas da mulher, mas, da família, da religião e do status social. Todas elas optaram pelo aborto, na medida em que elas e as famílias não queriam que elas parecessem mulheres imorais e sexualmente ativas. Imagina ter q explicar 2 metros de barriga à comunidade religiosa sem ter festa de casamento, anel, lua de mel, etc!
O mais engraçado ou ironico disso tudo é perceber que a decisão continua sendo da mulher! Quero ver a mulher que decidir abortar e nao abortar porque a família, o Estado, a Polícia, o namorado impediu!
aborto: moralismo?

Foto e texto de Anderson Barbosa; extraído de: http://www.flickr.com/photos/fotojornalistaandersonbarbosa/2898518877/
Aborto ilegal é maior causa de morte materna
Uma das reportagens que li acerca do aborto dizia que a maior causa de morte materna em cidades pernambucanas, como Petrolina, era devido ao aborto ilegal. Os dados foram coletados e divulgados pela CFemea - Centro Feminista de Estudos e Acessoria - e pela Gerência de Saúde da Mulher. Os dados revelam que em Recife, no ano de 2007, ocorreram 1.835 internações para procedimentos obstétricos relacionados ao aborto em maternidades municipais e 2442 internações para procedimentos de aborto. Pouco?
A taxa de abortos induzidos em Pernambuco varia de 30% a 70%, numa faixa etária de 15 a 44 anos. O CFemea afirma que a ilegalidade do aborto leva à subnotificação e ao sub-registro de informações relacionadas ao aborto no SUS, contribuindo para o aumento dos riscos à saúde a à vida das mulheres.
Entretanto, os grupos de mulheres são afetados de forma desigual em todo o país. As diferenças sociais e econômicas afetam o acesso aos serviços à saúde nos diferentes grupos étnicos e raciais brasileiros.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Aborto: você é a favor ou contra?

Este mês a capa da revista Sociologia coloca em destaque antigos personagens, figurinos e roteiros: o aborto, suas implicações legais e religiosas. Isto me incitou a determinar que nesta semana o tema a ser discutido no blog será: o aborto (1).
Em busca de outras informações sobre o assunto me deparei com o texto de José Roberto Goldim, http://www.ufrgs.br/bioetica/abortobr.htm, publicado em 1998, atualizado em 2004, onde o autor levanta questões sobre os projetos de lei 183/04, que permite o aborto apenas em casos, os quais o feto se desenvolve sem cérebro (anencéfalo), 227/04 que retira a punição dos casos de aborto de fetos anencéfalos e 312/04 que retira do Código Penal a interrupção de gravidez como crime.
Além disso, tive a felicidade de encontrar o blog da Patrícia Rangel, muito bom, especialmente porque encontrei reportagens, informações importantes e colocações interessantes. E, algumas informações encontradas lá serão aqui também. Quer começar a pensar o que você pensa sobre o aborto? Vai lá: http://patirangel.blogspot.com, localize "papo sério" e comece a pensar!
Quem sabe até o fim da semana a gente não começa a agir! Esse é o objetivo!







